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Ambiente de Oxford… em Lisboa!

Ambiente de Oxford… em Lisboa!

Janeiro 05, 2016

Na passada quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015, nos Álamos, tivemos o enorme privilégio de ter uma tertúlia cultural com o professor Thomas Earle, professor de Oxford, catedrático de Estudos Portugueses e sócio da Academia das Ciências de Lisboa. Além de nos contar o seu percurso académico, descreveu-nos o ambiente tão particular da cidade onde vive e ensina há tantos anos. Este mestre inglês teve um percurso absolutamente inédito na academia inglesa.

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Depois de ter aprendido latim e grego dos 7 aos 18 anos, optou por fazer um curso superior em duas línguas modernas, o espanhol e o português, sendo o primeiro a inaugurar as aulas de Português em Oxford, que já constavam nos programas mas que não tinham tido ninguém que a elas se aventurasse. Convicto da sua escolha, levou o curso até ao seu termo e foi imediatamente convidado para dar aulas, situação que se manteve até aos dias de hoje, sendo agora o maior especialista de língua e cultura portuguesa nos países estrangeiros da Europa. De facto, pudemos comprovar a sua paixão pela nossa pátria, língua e cultura, de tal maneira que se honra de fazer ampla publicidade da nossa Lusitânia em todos os sítios por onde passa. Às vezes precisamos destes abanões para dar mais valor ao que é nosso!

Como factor determinante no resultado de qualquer entrevista, não interessam tanto as notas brilhantes do candidato mas sim a maneira como ele põe a render os seus talentos, procurando sempre a sua máxima realização pessoal.

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Surpreendeu-nos a todas com a maneira como começou o seu discurso. Apetrechou-se da tradição inglesa e dirigiu-nos um breve sermão a partir da parábola dos talentos. Ficámos a saber que este é um lugar-comum e um pano de fundo da vida universitária de Oxford. O sumo que se retira desta parábola é sem mais nem menos aquilo que compõe o requisito fundamental exigido pela Universidade de Oxford na selecção dos alunos. Como factor determinante no resultado de qualquer entrevista, não interessam tanto as notas brilhantes do candidato mas sim a maneira como ele põe a render os seus talentos, procurando sempre a sua máxima realização pessoal.
É dentro desta lógica que se enquadra a efervescente vida cultural que se pode experimentar em Oxford, através da qual se oferece a cada aluno a possibilidade de desenvolver não só a sua área específica de estudos superiores mas também as suas capacidades pessoais mais diversas. É, por isso de esperar, que um aluno de Matemática, por exemplo, não veja só números à frente mas que também gaste o seu tempo em actividades como o canto, o piano, a pintura ou o teatro.

 É, por isso de esperar, que um aluno de Matemática, por exemplo, não veja só números à frente mas que também gaste o seu tempo em actividades como o canto, o piano, a pintura ou o teatro.

O Professor Thomas Earle explicou-nos também outra faceta do método educativo de Oxford, o acompanhamento pessoal. Não existem turmas mas apenas dois ou três alunos que recebem aulas quase individuais em cada uma das disciplinas, num sistema de tutoria permanente. A evolução na aprendizagem é palpável, desde as primeiras aulas, já que o aluno recebe orientação e estímulo contínuos. Por esta razão, o claustro de professores é invulgarmente vasto.
Finalmente, não deixamos de nos orgulhar por ter ouvido a contínua comparação entre os Colleges de Oxford e os Álamos, não só na parte referente à parábola dos talentos mas também no que toca à beleza da casa, que também nos fazer crescer tanto.
Enfim, foi um serão verdadeiramente universitário!

não deixamos de nos orgulhar por ter ouvido a contínua comparação entre os Colleges de Oxford e os Álamos

Partilhado por Madalena Brito, na página de facebook dos Álamos

O Professor Thomas Earle esteve nos Álamos no dia 17 de Dezembro de 2015.

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