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A Ciência, em ambiente universitário

A Ciência, em ambiente universitário

Março 07, 2015

No dia 11 de Fevereiro passado, o Professor Doutor Henrique Leitão esteve no auditório da Residência Universitária dos Álamos, em Lisboa, onde brindou a assistência com uma conferência extraordinária intitulada – Os limites da ciência ou uma ciência sem limites: a perspetiva da História da Ciência.
O Professor Henrique Leitão foi o laureado em 2014 com o Prémio Pessoa. Na Residência, tivemos o privilégio de pela primeira vez recebê-lo na nossa casa. A conferência foi sugerida por uma das universitárias que ali vivem, estudante na Faculdade de Ciências de Lisboa. No início do ano letivo, a direção da Residência lançou a todas as residentes desta casa o desafio de organizarem as conferências em 2014/2015, convidando os seus próprios professores. A Rita, estudante do último ano de Engenharia Biomédica, lembrou-se de imediato deste professor. A conferência agendada para o segundo trimestre deste ano letivo não contava inicialmente com este atrativo extra – o professor ter sido o eleito Prémio Pessoa, em Dezembro de 2014.

O conhecimento, o aprender a estudar, o extasiar-se perante a beleza do universo imprimem no estudante esta sede profunda de conhecimento sem a qual a ciência não avançaria.

A conferência, que já se antecipava interessantíssima, excedeu as expectativas de todos os que assistiram. No início da conferência começou por dizer que o tema era suficientemente amplo para permitir abordar vários ângulos do mundo da ciência. Penso que é generalizada a ideia de que ao fim de 1h30 de conferência, as mais de 50 pessoas presentes, estavam dispostas para continuar a ouvir o professor e que a todos lhes “soube a pouco”. Estávamos perante um orador que cativou totalmente a audiência. Despertou o entusiasmo perante esta realidade tão viva que é o estudo para nós, universitários. Afirmou que o homem tudo pode conhecer porque o mundo foi criado para ser desvendado por nós; que a contingência e a bondade do mundo são pressupostos-base de todo o desenvolvimento da ciência no Ocidente. O conhecimento, nas palavras do nosso conferencista, ganhou uma nova dimensão…a própria universidade foi vista com outros olhos. O mais importante desta fase académica é nas palavras do professor: “estudar o que nos apetece”…é tão fabuloso estudar um gafanhoto como o corpo humano. Deixou-nos impressa a tese de que à Universidade não vamos para ser médicos, engenheiros, historiadores…mas para aprender a deliciar-nos com a aprendizagem. O professor contou-nos, também, que quando dava aulas de Física aos alunos do 1º ano escrevia no quadro NADA, para os fazer pensar que o que aprendem não serve para nada; mas que esse “para nada” é tudo. O conhecimento, o aprender a estudar, o extasiar-se perante a beleza do universo imprimem no estudante esta sede profunda de conhecimento sem a qual a ciência não avançaria.

Penso que posso afirmar que esta conferência na Residência fez toda a diferença para cada um dos universitários presentes, que nos deu novo ânimo para reiniciar um semestre, com a profunda convicção de que aprender é maravilhoso…de que se estamos fascinados com o que estudamos qualquer “cadeirão” ganha novo brilho à hora de nos debruçarmos sobre ele. Em síntese: Obrigada, Professor Henrique Leitão por nos ajudar a ver que é deslumbrante ser estudante!

Por Joana Soares